Estratégias Modernas De Campanha Política

A base de uma boa estratégia de campanha é, em primeiro lugar, reconhecer a realidade da campanha – ou o contexto mais amplo no qual a campanha está sendo administrada – e, segundo, definir uma meta apropriada que, se alcançada, vencerá a eleição.

Essa base para a campanha ajuda a ditar como a campanha será, como ela será organizada e o papel dos consultores políticos em cada campanha.

Como as estratégias de campanha são construídas?

Uma estratégia de campanha é um caminho proposto para a vitória, dirigido pela
compreensão de quem votará no candidato e por que o fará. Joel Bradshaw, um proeminente cientista político, pontuou quatro propostas-chave para o desenvolvimento de uma estratégia de campanha bem-sucedida.

  1. O eleitorado pode ser dividido em três grupos: a base do candidato, a base do adversário e os eleitores indecisos.
  2. Resultados de eleições anteriores e pesquisas tornam possível determinar quais pessoas se enquadram em cada um dos grupos mencionados acima.
  3. Não é possível, nem é necessário, obter o voto de todos para ganhar uma eleição.
  4. Uma vez que uma estratégia tenha sido identificada, as campanhas devem direcionar recursos para grupos-chave de potenciais eleitores e para mais ninguém, a fim de não desperdiçar tempo ou dinheiro.

Para implementar a estratégia, é importante definir metas de voto – ou metas – para a
eleição, com base em estimativas de quais e quantas pessoas votarão nas próximas
eleições. Se uma eleição coincide com uma eleição presidencial – que indica
comparecimentos mais altos – quantos e quais partidos minoritários desempenharão um papel na eleição, o número de votos indecisos, tudo isso ajuda a determinar as metas de voto.

  1. Os votos indecisos podem ser identificados e direcionados usando primeiro pesquisas e grupos de foco. Amostras de probabilidade são um tipo de pesquisa em que um número de potenciais eleitores de uma determinada população são selecionados aleatoriamente e respondem a um conjunto de perguntas. Eles devem ser representativos da população como um todo. Os grupos focais são conjuntos menores de eleitores indecisos identificados, que recebem várias perguntas detalhadas para determinar como obter seus votos.
  2. A persuasão dos eleitores, outra parte importante da identificação dos votos indecisos, é dispendiosa de se analisar e, portanto, não costuma ser utilizada em campanhas menores ou locais. A microsegmentação desses votos indecisos só pode ocorrer após uma análise individual de cada eleitor em potencial em uma área, que incluirá opiniões sobre as condições de vida reais, composição partidária e opinião da viabilidade do candidato como um líder de sucesso.

Decisões Estratégicas de Campanha

Existem vários fatores importantes que impulsionam a decisão inicial de um candidato
para concorrer a um cargo.

  1. Se um candidato quer concorrer é, obviamente, a questão inicial. A quantidade de tempo e trabalho necessários para conduzir uma campanha bem-sucedida requer motivação suficiente do candidato no início da campanha para superar quaisquer aspectos negativos da corrida.
    O acesso a recursos, especificamente dinheiro, também determina se um candidato
    concorrerá, especialmente em estados onde pouco pode ser realizado sem financiamento.
  2. É também uma consideração importante se o candidato pode montar uma organização e uma equipe de campanha eficazes – de preferência no início de uma campanha.
  3. A oportunidade de concorrer é principalmente derivada das realidades de uma eleição e campanha. A natureza da cena política e a vida pessoal e profissional do candidato afetam se o candidato pode ou não ser viável em uma disputa. A oportunidade também é crucial para determinar quando um candidato concorrerá.

Na maioria das eleições, os candidatos escolherão algumas questões e tratarão de definir
essas questões como o que é crucial na eleição, e há vários fatores que determinam quais
são essas questões.

  1. Os candidatos podem optar por apresentar questões que são tradicionalmente fortes pontos de venda para o seu partido político. Os candidatos tentarão enfatizar essas questões, embora, dada a natureza do debate político, seja relativamente impossível não abordar um conjunto mais amplo de questões.
  2. Eventos atuais e contemporâneos, como ocorrências econômicas ou políticas, também afetam o que os candidatos escolhem para abordar durante uma eleição. Muitos eventos atuais devem ser abordados pelos candidatos, a fim de obter maior apoio dos eleitores.
  3. Experiências pessoais e a própria reputação do candidato também afetam as questões durante uma eleição, com os candidatos tentando destacar suas próprias forças e as fraquezas de suas oponentes.
  4. Na maioria das questões, os candidatos também devem decidir qual a posição a ser tomada em relação às questões – seja para abordar uma questão que pareça mais popular entre o público ou para tentar persuadir os cidadãos a adotarem seu próprio ponto de vista. É claro que os candidatos devem levar em conta todos os seus eleitores que esperam que compareçam a uma eleição, incluindo aqueles que podem não ter a opinião dominante, e devem ter o cuidado de não mudar sua postura sobre uma questão, para não ganhar o rótulo de “vacilão”.
  5. Atacar o outro candidato, por meio de campanha negativa, é outra decisão importante a ser tomada, já que às vezes ela pode refletir negativamente sobre o próprio candidato e pode aumentar o reconhecimento do nome do oponente simplesmente por citá-lo. Em muitos casos, um candidato que está à frente nas pesquisas tem menos probabilidade de atacar do que aqueles que estão atrás, embora, em particular nas eleições presidenciais, esse não seja o caso.
  6. A decisão de onde fazer campanha é, em muitos aspectos, afetada pelos objetivos de
    mobilizar os eleitores partidários e persuadir os eleitores independentes a votarem no candidato, dois modelos diferentes que geralmente são empregados em combinação por uma campanha. Em campanhas maiores, governamentais, senatoriais e presidenciais, uma análise detalhada de cada eleitor geralmente determina onde os candidatos e seus estrategistas decidem fazer campanha.
  7. A questão de como fazer campanha, ou que táticas usar, geralmente também é decidida por cálculos analíticos e estratégicos e recursos disponíveis. A importância do corpo a corpo, ou campanha pessoal pelo candidato e divulgação de voluntários, aumentou novamente nas últimas eleições depois de ver uma desaceleração em sua utilidade após o início da campanha centrada na televisão.

Organizando para o sucesso estratégico

Não existe uma campanha “típica”. As campanhas variam em recursos fornecidos a elas, em amplitude e em composição.

Embora muitas campanhas tenham posições semelhantes de autoridade – como estrategista de campanha e coordenador de campanha – em muitos casos, os cargos têm descrições diferentes e ocupam posições gerais diferentes na hierarquia da campanha.

Quem são os estrategistas da campanha?

Existem muitos e variados caminhos para se tornar um estrategista de campanha, mas na maior parte do tempo, estrategistas já tiveram experiência em campanhas e eleições ou com o candidato no passado.

Independentemente do caminho adotado para as campanhas profissionais, muitos
estrategistas alcançaram maior visibilidade, até se tornarem celebridades, como Duda
Mendonça e João Santana, embora seja difícil determinar o quanto eles realmente afetam as eleições contemporâneas.

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