Quanto pedir a um doador para sua campanha política?

Uma das perguntas mais comuns que os candidatos me fazem em relação à arrecadação de fundos é como descobrir o quanto eles devem pedir a cada um de seus possíveis doadores para a campanha.

Os candidatos muitas vezes sentam-se para fazer uma lista de todos seus conhecidos, mas ficam confusos com o quanto devem pedir a cada contato. Da mesma forma, quando um novo doador entra na órbita da campanha, os candidatos se sentem muitas vezes confusos quando se trata de pedir a contribuição desse novo doador. Deveriam pedir R$ 1.000? R$ 5.000? R$ 20.000?

Neste artigo, vamos dar uma olhada em uma estratégia simples que você pode usar para descobrir quanto pedir – se você está se aproximando de uma grande doadora, de um doador pequeno ou de qualquer outra pessoa.

Não se estresse com os valores

Você raramente saberá o valor exato exato a ser solicitado. Geralmente você vai arriscar um palpite.

Antes de chegarmos à fórmula, porém, quero lhe contar a coisa mais importante que você precisa saber quando se trata de descobrir valores: não se estresse.

Não há motivo para ficar preocupado, ansioso ou preocupado quando se trata de definir valores para seus doadores. Eu nunca vi um doador ficar tão chateado com a pedida a ponto de abandonar seu apoio ou não fazer qualquer doação para a campanha. Pelo contrário, se você pedir demais, os doadores costumam se sentir lisonjeados por você achar que podem pagar esse tanto. Então não se preocupe – você não vai perder doadores fazendo a pedida errada.

A verdade é que definir seus valores não é uma ciência exata – longe disso! Não há uma maneira perfeita de definir o tamanho da sua pedida, pois para 99% dos doadores não há como saber o valor exato de sua capacidade de doação. Em vez disso, para definir o valor da sua solicitação, você precisará coletar todas as informações que puder, usar de algum bom senso e adivinhar com cuidado.

3 regras importantes para descobrir o valor da pedida

Existem três regras muito importantes que você precisa seguir ao descobrir quanto vai pedir a um doador:

# 1 – Sempre saiba a quantia de antemão

Primeiro, você precisa ter certeza de que sempre vai à reunião (ou ao telefonema) sabendo exatamente quanto deseja pedir ao doador. Não improvise, ou imagine que na reunião você fará algumas perguntas que revelarão a quantia certa. Isso nunca funciona. Conheça o seu montante de antemão e cumpra-o.

# 2 – Sempre peça mais do que você acha que a pessoa dará

Em segundo lugar, ao definir um valor de pedido, você deve sempre pedir mais do que acha que a pessoa dará. Lembre-se, se você pedir muito, a pessoa sempre pode barganhar e oferecer menos. Mas eu nunca vi uma oferta de doador maior do que a pedida.

Minha sugestão é que, quando você se sentar para definir o montante da pedida, tente descobrir o que a pessoa pode dar caso realmente queira (não o que vai dar, mas o que poderia dar). Em seguida, adicione 10%. Arredonde isso para um bom número, e essa é a sua pedida.

# 3 – Entenda seus limites de doação
Pela resolução publicada pelo TSE neste mês, as doações serão limitadas a 10% do rendimento bruto do doador no ano anterior ao da eleição. Esteja preparado quando entrar na sua reunião de solicitação (ou atender o telefone do potencial doador).

Como determinar o valor da sua solicitação

Aqui está o meu sistema simples e passo-a-passo para fazer o seu melhor palpite sobre quanto pedir a um doador para dar à sua campanha:

Passo 1: Comece no seu arquivo de doador

O primeiro lugar em que você deve procurar é seu arquivo doadores, se você já concorreu antes. Quanto essa pessoa deu no passado? Que tamanho de doações eles deram e com que frequência? Você pode supor que a pessoa pode dar um pouco mais agora do que no passado, a menos que você descubra algo sobre a pessoa que lhe diga que ela teve dificuldades financeiras recentes.

É claro, se for a primeira vez que você pede a um novo doador, precisará confiar nas próximas duas regras práticas, já que você não tem doações passadas desse doador para usar como orientação.

Passo 2: Use o senso comum

A próxima coisa que você deve fazer é pegar o que você sabe sobre esse doador e usar o bom senso para ajustar seu valor de pedido.

Por exemplo, se esse doador for um advogado de uma grande empresa em sua cidade, o que os advogados de escritórios de advocacia de tamanho similar em sua cidade ganham, em média? Se não tiver certeza, você pode usar ferramentas on-line como o salariobr.com.br para ajudá-lo a descobrir.

Da mesma forma, onde mora esse doador? Quanto custam as casas nesse bairro? Esta pessoa pertence a um clube de campo ou clube social? Seu cônjuge trabalha? Seus filhos frequentam escolas públicas gratuitas ou escolas particulares caras?

Use todas essas informações para ajudá-lo a refinar seu valor de pedida. Mas lembre-se – não fique estressado! Faça o que puder, mas não pense nisso como uma decisão fatal.

Etapa # 3: Aponte mais alto, é melhor que mais baixo

Minha regra final é que você deve sempre mirar mais alto, ao invés de mais baixo. Como mencionado acima, se você pedir muito a alguém, ele sempre podem barganhar para uma quantia menor… mas se você pedir muito pouco, eles raramente se oferecerão para dar mais.

Lembre-se – definir valores solicitados não é nada para se estressar excessivamente. Não importa o que você peça, é improvável que estrague seu relacionamento com o doador. Faça o seu melhor para definir um intervalo de doação e, em seguida, peça 10% a mais. As chances são, você estará muito perto da marca.

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