Targeting

 

O quociente eleitoral

O quociente eleitoral é o fator, estabelecido pela legislação, que define os partidos e/ou coligações que têm direito a ocupar as vagas nas eleições proporcionais, seja como deputados distritais, estaduais ou federais.
De acordo com o artigo 106 do Código Eleitoral, o quociente eleitoral resulta da divisão do número total de votos apurados pelo número de votos necessários para um candidato se eleger.
Vamos supor que uma cidade tenha 100.000 eleitores para 10 vagas de deputado estadual. O resultado é de 10.000 votos para eleger um deputado estadual. Ou seja, divide-se o número de eleitores pelo número de vagas.
Uma vez estabelecidos quantos votos são necessários para vencer, é preciso determinar quais eleitores são suscetíveis de votar em você, quais os segmentos do eleitorado que podem ser convencidos por sua mensagem.

Economia

Isto é importante porque economiza os principais recursos da campanha, tempo e dinheiro. Os altos custos de uma campanha política não permitem qualquer desperdício. Nas próximas eleições, por exemplo, as previsões com gastos em uma campanha para deputado atingem uma média de R$ 5 milhões em alguns Estados brasileiros. E seu tempo é escasso e precioso demais para ser gasto em visitas e viagens que, pelos dados disponíveis, são indiferentes ou até mesmo hostis à sua candidatura.

Diluindo a mensagem

Também é importante lembrar que, na medida em que o candidato expande sua mensagem para atingir o maior número possível de eleitores, ele também a dilui e enfraquece para alguns dos segmentos do eleitorado. Corre o risco de acabar com uma mensagem vazia incapaz de convencer ou inflamar qualquer eleitor.

Dois tipos de “targeting”

A grosso modo, há três tipos de eleitores: os que lhe apoiam, os que se opõem e os indecisos. É esta última a porção que você precisa conquistar para sua candidatura: o grande bloco dos indecisos.
Há duas maneiras de colocar os indecisos sob a mira de sua campanha: “targeting” geográfico e “targeting” demográfico.

“Targeting” geográfico

De maneira simplória, o “targeting” geográfico funciona assim: digamos que o candidato A mora na cidade A e seus concidadãos o conhecem e gostam dele. O candidato B mora na cidade B e seus concidadãos o conhecem e gostam dele. O candidato A precisa ir à cidade C para persuadir seus moradores a votarem nele. Seria perda de temppo ir à cidade B tentar convencer seus habitantes a virarem a casaca. Candidatos que já possuem uma carreira política podem fazer seu “targeting” a partir dos dados das eleições passadas, estabelecendo com clareza as regiões em que é forte, as em que seus opositores são fortes e as em que nenhum dos dois (ou três ou quatro) é dominante. A mineração desses dados pode chegar até a Zona Eleitoral.

“Targeting” demográfico

No “targeting” demográfico, o eleitorado é subdividido em várias categorias: por idade, gênero, renda, escolaridade, profissão, etnia, etc. Essas categorias podem, por sua vez, ter subcategorias. Mulheres que trabalham seria uma subcategoria de Mulheres, Mulheres que trabalham e têm filhos seria mais um refinamento.
Esse segmento do eleitorado tem preocupações muito bem definidas quanto a educação e assistência social e ao se dirigir a esse eleitorado o candidato tem que ter isso em mente.
Ao determinar que grupos poderão ser persuadidos a votar em determinado candidato, é bom considerar os grupos a que o próprio candidato pertence. Digamos que ele seja um pequeno empresário de 38 anos de idade, com curso superior, casado, com dois filhos na escola, vivendo na maior cidade do distrito. Seus grupos-alvo serão jovens entre 25 e 40 anos, pequenos empresários e pais com filhos em idade escolar. Há menos possibilidade dele atrair grupos aos quais não pertence, como aposentados, trabalhadores com menor escolaridade ou trabalhadores rurais.
Há dois problemas com este “targeting”:

  • os grupos demográficos escolhidos são pequenos demais;
  • há outros candidatos com o mesmo perfil que apelam para os mesmos grupos.

Em ambos os casos, a campanha precisa considerar outros grupos com interesses aproximados. No caso acima, o candidato pode querer expandir sua mensagem para incluir pessoas de maior escolaridade ou professores e médicos, que caberiam bem em sua mensagem sobre crianças em idade escolar.

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