Primeiro o plano, depois a campanha

As empresas bem sucedidas começam com um plano. O mesmo vale para as campanhas vitoriosas. Antes de apertar a primeira mão ou beijar o primeiro bebê, o Candidato precisa sentar-se e conceber o caminho mais seguro para a vitória. No mínimo, o plano deve incluir um orçamento (quanto vai custar à campanha?), um projeto de arrecadação de recursos (como arranjar o dinheiro?) e uma estratégia de contato com os eleitores (como conquistar o voto?).

O geral e o particular

Para ser bem sucedida, uma empresa tem que ver o quadro geral (Qual é o objetivo final? O que queremos fazer?) e simultaneamente ver o detalhe (O que é preciso para chegar lá? Quais são os passos? Quem vai dá-los?).

Infelizmente, a maior parte das campanhas não capta este conceito. Com frequência, o Candidato só vê o quadro geral: grandes debates legislativos em defesa de seus eleitores, menos impostos ou mais segurança. Com a mesma frequência, a equipe de campanha, os militantes e consultores veem apenas o detalhe: quantas malas diretas enviar, quanto dinheiro ainda há nos cofres da campanha, que bairros merecem ser visitados. A chave para uma campanha bem sucedida é fundir ambos os quadros, o geral e o particular, para poder ver onde se está indo e como chegar lá. Se o Candidato não consegue vê-los simultaneamente, é imperativo conseguir um Coordenador de Campanha que o faça.

Definições

Toda a empresa bem sucedida exige hierarquia e definição. O mesmo vale para uma campanha. Mesmo que a estrutura seja composta só de voluntários, as pessoas devem saber exatamente o que se requer delas e a quem se reportam. Isso não que dizer que a equipe e a militância não devam tomar iniciativas – ao contrário. Se um militante sabe que tem que conseguir 100 votos em seu bairro ou vender cinco convites para um evento de arrecadação de fundos, com certeza saberá encontrar os meios mais criativos para atingir esses objetivos. O importante é que ele tenha um objetivo e que alguém esteja checando seu progresso.

As campanhas devem começar como uma idéia informal entre o Candidato e seus apoiadores mais íntimos. Mas assim que o Candidato decidir concorrer, a campanha precisa assumir um enfoque empresarial. Deve planejar suas atividades com antecedência, estabelecer o objetivo e o modo de alcança-lo e definir os papéis dentro da campanha. Seguindo o modelo empresarial, a campanha pode introduzir um nível de eficiência contra o qual campanhas não estruturadas não conseguem competir.

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