Sucesso político na internet

23 Julho , 2008

A Internet talvez seja a mídia mais incompreendida por parte dos políticos. Em parte por ser nova, em parte por ser “técnica”, seu poder é constantemente subestimado, assim como são ignorados os modos em que a Internet realmente pode ajudar uma campanha.

Projete bem o seu Site

Evite animações, imagens gritantes, esquemas de cores berrantes e páginas pesadas. As pessoas que vão visitar seu site podem estar usando conexões de banda baixa e não vão ficar esperando que sua página carregue. Elas também não estão interessadas nas últimas técnicas da Web 2.0, mas sim em informações sobre o Candidato. Recompense esse interesse com formatos de páginas que carreguem rapidamente.

Utilize em seu site o mesmo esquema de cores da demais peças da campanha: cartazes, santinhos, malas diretas, etc. A consistência é importante em tudo.

Encha-o de informações

As pessoas visitam o site por duas razões:

1. querem conhecer mais sobre o candidato;
2. estão interessadas em política e campanhas.

Dê a ambos a leitura que procuram, incluindo informações sobre o Candidato, sua plataforma e o cenário político local. Encha o site até a tampa. Publique tudo, desde releases e discursos até a Agenda do Candidato. Abra uma Galeria da Campanha, com fotos do Candidato em ação ou posadas, com a família, com os filhos. Disponibilize arquivos em PDF dos folhetos, santinhos ou adesivos para que seus partidários possam imprimi-los para distribuir entre os amigos. Se possível, exiba os VTs de sua campanha nessa Galeria.

O objetivo do site

Graças à brilhante intervenção do TSE, o parágrafo abaixo foi eliminado.
O verdadeiro objetivo do seu site é coletar endereços de e-mail e números de celulares, para a versão cibernética da mala direta e para mandar torpedos. O site deve solicitar o endereço de e-mail e o número do celular do visitante e sua permissão para o envio de notícias e atualizações. É preciso, portanto, ter uma campanha de e-mails e de torpedos planejada para a duração da campanha.

Faça contato

Em seus e-mails, procure envolver o destinatário em sua campanha, pedindo-lhe que indique o site para seus amigos. Tente recruta-lo para algum trabalho voluntário. Convide-o a participar de seus eventos. A Internet, o e-mail e o telefone ajudam a manter contato com os partidários e fornecer notícias aos visitantes 24 horas por dia.


O evento de lançamento

23 Julho , 2008

O anúncio da candidatura é o lançamento oficial de sua campanha. É claro que sua campanha já estará operando há algum tempo, levantando recursos, montando a equipe ou planejando a estratégia, mas o anúncio é o início público de sua campanha. E é importante por várias razões. Em primeiro lugar, é a única vez durante a campanha em que a cobertura de imprensa está garantida. Segundo, o lançamento dá impulso à campanha, empresta credibilidade ao seu programa de arrecadação e fornece uma grande oportunidade para juntar num mesmo lugar todos os seus partidários. Aqui estão três dicas para fazer de seu lançamento um sucesso.

Encha o recinto

A imprensa estará lá. Os contribuintes potenciais estarão lá. Os membros do partido estarão lá. Até os olheiros dos adversários estarão lá. Então, você precisa passar a impressão de vitória enchendo o recinto com seus partidários. Uma sala cheia faz com que todos pensem (inclusive a imprensa) que sua campanha está crescendo, ganhando impulso e no trilho certo. Uma sala meio cheia (ou meio vazia) mostra uma campanha estagnada.

Como garantir que o recinto esteja lotado? Normalmente, o número de pessoas que comparecem em resposta aos convites feitos é sempre menor que o esperado. Por isso, reduza suas expectativas na hora de escolher o local do evento. Se você acha que sua candidatura é capaz de encher um estádio, alugue um ginásio. Realize-o num espaço pequeno demais para seus convidados. É melhor ter gente do lado de fora do que espaços vazios na platéia.

Seja “pra cima”

Este é um evento de lançamento, não um comício. Não entedie a platéia com detalhes de sua plataforma. Em vez disso, faça um discurso motivacional, como um treinador a seus jogadores antes da partida. Diga às pessoas por quê você está concorrendo. Deixe-os entusiasmados com sua candidatura.

Convide a imprensa

Não se esqueça de convidar a imprensa para seu evento de lançamento. A cobertura de imprensa é uma das principais razões do evento, por isso assegure-se de mandar press releases para os jornais, emissoras de rádio e TV e faça ligações de follow-up se necessário.


Relações com a imprensa

21 Julho , 2008

Com as limitações impostas pelo TSE aos programas gratuitos de rádio e TV, especialmente para os candidatos proporcionais, muitas vezes a única maneira de fazer sua mensagem chegar ao eleitorado é através da imprensa.

É claro que é difícil obter a cobertura da mídia, especialmente quando há candidaturas mais poderosas disputando espaço. Mas dá para fazer, com alguma engenhosidade e muito trabalho.

Criando a notícia

A regra mais importante para obter cobertura da mídia é “criar a notícia”. Os únicos eventos, comunicados, pronunciamentos ou discursos que a mídia vai cobrir serão os que merecem ser notícia. Isso pode ser difícil de determinar. Não há regras fixas e o que foi notícia numa campanha pode não ser nessa. Abaixo, algumas perguntas a se fazer para determinar se a informação merece virar notícia:

  • Interessa a pessoas que não estejam acompanhando a eleição?
  • É emocional?
  • É embaraçosa para o Candidato ou seu adversário?
  • Denuncia um problema?
  • Oferece uma solução?
  • É totalmente fora do comum?
  • Cria conflito?
  • Qual seria a reação de quem lesse esta notícia?
  • Se eu visse esta noticia, contaria para outras pessoas?
  • Tem apelo local?
  • Não soa como um auto-elogio?

Os repórteres precisam de notícias

Lembre-se: a mídia precisa de notícias para sobreviver. Se o repórter não tiver um fluxo constante de informações que possam virar notícias, ele perde o emprego. Seja amigo da mídia, oferecendo notícias de verdade; elas serão publicadas, criando publicidade com credibilidade (e sem custo) para sua campanha.

Um Plano de Imprensa

Quer você seja um veterano de muitos confrontos políticos, quer você esteja engajado em sua primeira campanha, lidar com a mídia é uma necessidade inevitável. Algumas campanhas têm recursos suficientes para contratar um especialista, mas muitas dão a tarefa de secretário de imprensa a alguém sem experiência prévia.

Seu objetivo é conseguir o máximo possível de cobertura positiva para sua campanha. A duração da campanha é curta mas, como em qualquer outra atividade, o planejamento compensa. Os pontos a serem abordados nesse plano são:

  • Uma lista de suas necessidades em termos de cobertura de imprensa.
  • Uma lista de seus recursos – equipe, equipamento, dinheiro.
  • Objetivos concretos com cronograma (por exemplo, entrevista no jornal X no dia Y).
  • Delegação – quem vai fazer o quê.
  • Avaliação – o que fazer se estiver dando certo ou se é necessário realocar recursos ou ajustar os objetivos.

O papel da mídia na cobertura de uma campanha

O rádio e a TV, o jornal diário e o semanal, cada um tem missões diferentes, porque têm audiências diferentes e diferentes sistemas de distribuição. Essas diferenças têm influência sobre o que se pode esperar de cada tipo de mídia.

É importante conhecer os veículos. Se o jornal Z apóia o partido adversário, isso não quer dizer que você deva ignorá-lo. Só significa que vai dar mais trabalho passar sua mensagem através dele.

Não parta do princípio de que o dono do veículo é o ditador da Redação. É a palavra do repórter que vale, até prova em contrário.

Todos os meios têm algo em comum – funcionam num ambiente em que a quantidade de notícias disponíveis excede o tempo ou o espaço a ser preenchido. As decisões editoriais sobre o que entra ou não entra são baseadas em muitos critérios. Influências pessoais, políticas, institucionais e financeiras podem entrar em jogo.

É impossível controlar a tendenciosidade de um repórter ou de um editor. Mas você pode controlar a hora em que ele recebe sua informação e se ela realmente é notícia.

Releases

Os press-releases devem ser curtos e objetivos. A intenção é fazer com que a imprensa ligue pedindo mais informações. Se você for usar um sistema profissional de distribuição, contate todas as empresas de mídia que possam interessar à sua campanha. Descubra quem deve receber os releases e como devem ser entregues (em mão, por e-mail ou por fax). Você pode encontrar nomes e endereços de e-mail em vários lugares, mas mandar os releases sem ter feito contato anterior com o destinatário dá a ele uma boa razão para ignora sua mensagem.

Atualize os arquivos dos CEDOCs desses veículos, fornecendo-lhes fotos atuais e biografia em dia do Candidato. Se os recursos da campanha o permitirem, contrate um fotógrafo para cobrir o candidato em suas ações.

Web Site

Crie uma área para a imprensa no seu site. Inclua informações para contato (fone, celular, e-mail). Publique os releases imediatamente. Adicione áudio e/ou vídeo para maior impacto. Inclua várias fotos do Candidato – tanto retratos quanto instantâneos. Isso permite à mídia escolher a mais apropriada.

Dialogue

Se você não estiver recebendo a cobertura que deveria, chame um par de editores ou repórteres e pergunte-lhes como melhorar. Além disso, o TSE balizou detalhadamente o comportamento da imprensa durante as eleições, freando os casos mais gritantes de partidarismo, quer no volume da cobertura em centímetros, quer no grau de favoritismo evidenciado nos tons das matérias.

Tudo soma

Arquive os artigos sobre você publicados durante a campanha e destaque os que foram gerados por sua campanha de imprensa. Calcule quanto teria custado comprar um anúncio com a área (ou tempo de transmissão) equivalente.


Marketing direto

21 Julho , 2008

O marketing direto é uma das ferramentas mais importantes numa campanha, principalmente se for municipal. O eleitor é alcançado de forma eficaz e econômica.

Mala direta: prenda a atenção do (e)leitor

Lembre-se, sua mala direta estará concorrendo não só com as das outras candidaturas, mas também com toda a demais propaganda dirigida da praça. Para que sua mala direta não vá para o lixo com o folheto do supermercado, ela tem que se destacar.

Grandes títulos e subtítulos podem comunicar a essência da plataforma da campanha. Elementos gráficos pertinentes e chamativos retêm o olhar e textos concisos e elucidativos satisfazem o interesse daqueles que se detiveram a ler.

O texto é importante, especialmente para a imprensa, mas o mais importante para o eleitor é o visual. Imagens e fotografias poderosas, aliadas a um esquema de cores dinâmico, podem conduzir o eleitor para o texto. Não pode haver nada de amador nessa peça. O profissionalismo de sua execução reflete o espírito da campanha.

Telemarketing

Um banco de telefones é essencial em qualquer campanha. O que se discute é se a campanha deve contratar serviços profissionais de uma empresa de telemarketing ou se devem ter um sistema interno.

A melhor resposta é uma combinação dos dois. Algumas operações, como pesquisas por telefone, são mais bem realizadas por profissionais e só devem ser assumidas pela campanha sob a supervisão e o treinamento mais estritos. Mas é importante ter uma operação interna para atender tarefas vitais que só podem ser desempenhadas pela campanha, como telefonemas aos destinatários da mala direta, programas intensivos de arrecadação de recursos, preparação dos giros do Candidato, etc.


A agenda da campanha

21 Julho , 2008

A agenda do Candidato é uma das últimas coisas que se fazem numa campanha. Não é tão bacana quanto fazer peças de TV ou tão excitante quanto montar um comício. No entanto, a agenda da campanha é um dos processos mais importantes da campanha moderna.

O tempo é um dos recursos mais importantes de sua campanha.

O tempo é escasso, independente do tamanho da campanha. A agenda distribui o tempo do Candidato (e às vezes do pessoal chave da campanha) pelos diversos eventos, atividades de arrecadação e outras exigências. E, como há tantas exigências sobre o tempo do Candidato, um bom agendamento pode significar o sucesso ou o fracasso de uma campanha.

A figura do agendador

Toda campanha necessita de uma pessoa que se encarregue da agenda. Isso não pode ser feito por um comitê, ou a cada dia por um membro da equipe diferente, ou pelo próprio Candidato. Essa pessoa pode ter outras funções na campanha. Pode ser um voluntário ou um membro da equipe. Mas o que importa é que somente uma pessoa seja responsável pela agenda do Candidato.

Quando mais de uma pessoa cumpre esse papel, as coisas podem ficar confusas e o Candidato ser super ou subprogramado. Ninguém responde definitivamente pelo tempo e não há ninguém que saiba dizer onde está o Candidato num momento de crise. Para ter um agendamento eficiente, é preciso nomear uma única pessoa responsável pela agenda.

O agendador é responsável pelo calendário oficial da campanha, que lista os eventos a que o Candidato se comprometeu em comparecer, assim como outros blocos de tempo reservados para que o Candidato realize tarefas específicas. Todas as exigências sobre o tempo do Candidato (internas e externas) devem ser dirigidas ao agendador, que é a única pessoa da campanha responsável por aceitar ou recusar convites e pedidos.

Estabeleça objetivos

Uma campanha estabelece objetivos. A estratégia e as táticas da campanha são concebidas para alcançar esses objetivos. É função do agendador garantir que o Candidato use seu tempo para favorecer a realização desses objetivos. O agendador é um membro importante da equipe de campanha e deve conhecer muito bem a estratégia da campanha, o eleitorado e o próprio Candidato. Convites e pedidos de audiência não devem ser aceitos ao acaso. Cada bloco de tempo deve ser agendado de modo a favorecer os objetivos e a estratégia da campanha.

Nunca se sabe demais

A pessoa escolhida para ser o agendador da campanha deve ser detalhista e muito bem organizada. Deve inteirar-se de todos os detalhes dos eventos para os quais o Candidato é convidado. Não só o básico, como quem o está promovendo, onde e quando, mas outros dados como quem serão os outros oradores e qual o formato do evento. Toda essa informação deve ser arquivada e organizada para que o Candidato saiba exatamente o que esperar de cada evento.

Agendamento proativo

Além de responder a convites e pedidos de audiência por parte da equipe, dos partidários ou da imprensa, o agendador tem que ser proativo, isto é, deve ajudar a procurar oportunidades para que o Candidato use seu tempo eficazmente, favorecendo os objetivos da campanha.

O processo

Antes que a campanha comece para valer, o agendador deve ter montado um processo que garanta a organização do agendamento. Esse processo deve incluir os procedimentos para agendar encontros com o Candidato, decidir quanto a aceitar ou recusar convites e gerenciar qualquer sobreposição de compromissos que possa ocorrer. Toda a equipe deve estar ciente desses procedimentos. Além disso, o agendador deve controlar o mecanismo que providencie motoristas e veículos para levar o Candidato de um evento para outro. Precisa familiarizar-se com o mapa da área de ação do Candidato e conhecer os costumes políticos locais. Em geral, o agendador será responsável pela definição do itinerário diário do Candidato e por seu transporte. O agendamento é uma tarefa difícil. Todo mundo quer um pouco do tempo do Candidato e é o agendador quem deve não apenas acompanhar todos os pedidos mas também assumir o papel desagradável de recusar convites e pedidos que não contribuam para o avanço da campanha. Ao escolher um colaborador organizado, que saiba lidar com as pessoas, você vai garantir o andamento harmônico e eficiente de sua campanha.


Material promocional

5 Abril , 2008

À medida que se aproxima a eleição, cartazes, faixas e santinhos começam a surgir em todos os cantos. Às vezes funcionam. São fáceis de lembrar e têm impacto. Outras vezes, no entanto, as campanhas perdem dinheiro em materiais difíceis de ler, difíceis de lembrar ou que não atingem o alvo.

Propósitos dos cartazes

Esse tipo de material serve para uma coisa: aumentar a identificação do nome do Candidato. A colocação estratégica dos cartazes, expondo o nome do Candidato repetidas vezes, eleva o índice de percepção de sua campanha na mente dos eleitores.

O que colocar nos cartazes

O principal erro no design de um cartaz é querer enfiar o máximo possível de informações numa peça que será vista num relance, em movimento e à distância. A única informação necessária para esse material é a identidade do Candidato. Sua foto, seu nome e seu número. O TSE exige que na propaganda política a coligação e os partidos assinem as peças (nas majoritárias, todos os partidos sob a mesma coligação; nas proporcionais, apenas o partido do candidato). É claro que um slogan bem posicionado e que realmente sintetize em três palavras a plataforma da campanha pode ajudar.

Adesivos, buttons, etc.

As campanhas de adesivação devem ser planejadas com cuidado, já que os materiais não são baratos. A grande virtude dos adesivos é mostrar a adesão (sem trocadilho) do eleitorado à sua candidatura. Em pequenas eleições, isso é ainda mais importante. A visão explícita do volume de veículos (ou eleitores, no caso dos buttons) que assumem de público a opção pelo Candidato influi sobre o voto dos indecisos. Adesivos e buttons mostram o ímpeto e o vigor da campanha.

Devem ocorrer no mínimo três campanhas de adesivação: no começo, no meio e no fim da campanha. As quantidades devem ser dosadas apropriadamente, começando com menos e terminando com mais, na expectativa de que o número de eleitores comprometidos seja crescente.


A peça de comunicação básica da campanha

5 Abril , 2008

Toda campanha, não importa seu tamanho, precisa de pelo menos uma peça de comunicação simples que transmita a mensagem básica da campanha e mostre ao eleitor quem é o Candidato. Essa peça pode ser distribuída de mão em mão, como mala direta, como press release, como material do programa de arrecadação de recursos ou de muitas outras maneiras. Um folheto conciso e bem desenhado apresentará sua campanha como uma organização profissional e bem administrada.

Defina seu objetivo

O objetivo de seu folheto é simples: fazer com que todos que o leiam se lembrem do Candidato e se sintam dispostos a votar nele. Para isso, o folheto tem que fazer três coisas:

Primeiro, informe o leitor sobre o Candidato. Inclua uma breve biografia e fotos que o apresentem de modo positivo. Conte aos leitores sobre a família do Candidato, onde ele estudou e trabalha e que aspectos de seu passado o tornam apto ao cargo que disputa.

Segundo, diga qual é a mensagem da campanha e porque o eleitor deve votar no Candidato. Essa mensagem deve ser apresentada em tudo que a campanha faz, do telemarketing aos discursos.

Por último, oriente o eleitor sobre como obter mais informações sobre a campanha e como fazer contato com você. Muita gente vai dar uma olhada na peça e joga-la fora. Alguns, contudo, vão querer mais informações e talvez queiram participar da campanha.

Elementos de design

Muitos dos eleitores que receberão o folheto simplesmente vão dar uma olhada de relance antes de joga-lo fora. Nesse “relance”, examinarão a frente e talvez olhem o verso ou o miolo, se for o caso. Prepare-se para ambas as hipóteses.

Ponha na capa ou frente o nome e o número do Candidato, sua foto e o slogan de campanha. Para os que vão olhar o miolo ou o verso, use manchetes grandes, fotos-legendas, palavras de ordem.
Alguns eleitores, no entanto, vão estudar sua peça de comunicação em profundidade. Para esses, inclua informações adicionais sob as manchetes, nos trechos sobre a plataforma de campanha e sobre a biografia do Candidato.

A chave está em manter a simplicidade. Esta peça de comunicação pode ser usada em muitas situações; faça com que ela seja fácil de ler, agradável à vista e impressa profissionalmente. Com alguma criatividade e muito trabalho, esse material será um grande embaixador de sua campanha.


Cinco dicas para recrutar voluntários

4 Abril , 2008

É difícil conseguir voluntários para uma campanha. As pessoas são atarefadas. Mesmo quando você encontra alguém disposto a trabalhar de graça, você não está sozinho na disputa. Pode haver candidaturas que pareçam mais atraentes, como a disputa pelo Senado ou pelo Governo Estadual. Mas não desista. Você pode conseguir um exército de voluntários para sua campanha. Para isso, é preciso ter um plano e ser proativo. Aqui estão cinco dicas que podem ajuda-lo.

Nas escolas

Colégios e Universidades são campos ideais de recrutamento. São pequenas comunidades cheias de estudantes hiper-ativos com nada por fazer durante metade do dia. Acrescente a isso o fato de que os estudantes de Ciências Sociais estão sempre em busca de experiências políticas práticas e você vai perceber porque as escolas são idéias para o recrutamento.

Em primeiro ligar, faça contato com o Grêmio Estudantil ou o Diretório Acadêmico e informe que você está em busca de voluntários que terão responsabilidades reais durante a campanha. Peça para conversar com o grupo ou para colocar uma nota no jornalzinho ou no quadro de avisos. Também é bom ter alguém no campus que possa distribuir material de campanha.

Organize

Como em outros aspectos de sua campanha, montar uma organização é fundamental para recrutar um número expressivo de voluntários. A idéia é juntar um pequeno grupo e fazê-lo multiplicar-se. Comece recrutando um líder para cada região ou grupo de interesses: um líder do empresariado, um líder dos idosos, um líder do operariado, etc. Peça-lhes para recrutar 10 voluntários em seu segmento. Esses líderes podem ser responsáveis pela coordenação de suas equipes ou a direção da campanha pode assumir essa responsabilidade. De qualquer modo, uma das tarefas desses novos voluntários será a de encontrar mais 5 ou 10 recrutas.

Primeiro, amigos e família

As maiores fontes de voluntários serão sempre a família, os amigos e os contatos de Candidato. Essas pessoas o conhecem e acreditam nele. Não importa quão ocupados estejam, sempre acharão algum tempo para ajudar o Candidato. Por isso, suas primeiras ligações para recrutar voluntários devem ser para a sua rede de relacionamentos pessoais.

Dê trabalho

Um dos principais erros na organização de voluntários é não lhes dar nada para fazer. Os voluntários que não sentem que estão contribuindo para a campanha logo deixarão de comparecer ao Comitê. Quando você tiver voluntários disponíveis sem nada para fazer, peça-lhes para telefonar para seus amigos e pedir seus votos.

Dê uma festa

Outra boa maneira de ajudar seus voluntários a conseguir novos recrutas é dando uma festa. Convide todos os voluntários e encoraje-os a trazer mais 3 amigos. Durante a festa, faça um pequeno discurso falando sobre sua plataforma de campanha e pedindo aos visitantes que se alistem como voluntários.


Quatro membros de que toda equipe precisa

4 Abril , 2008

Uma das partes mais importantes de qualquer campanha é sua equipe – as pessoas de quem o Candidato depende para alcançar a vitória. Embora cada campanha seja diferente, há quatro posições que precisam ser preenchidas, não importa quão pequena seja a campanha. Em algumas, a mesma pessoa pode ocupar duas posições, mas cada tarefa deve ser realizada com perfeição. Quer seja desempenhada por um profissional remunerado ou por um voluntário, cada uma das posições a seguir é essencial para o sucesso de sua campanha.

Coordenador da Campanha

Depois do Candidato, o Coordenador da Campanha é o membro mais importante da equipe. O Candidato jamais deve funcionar como coordenador da campanha, não importa quão pequena. Ele tem que estar livre para encontrar os eleitores e contribuintes e para atender seus compromissos de campanha.

O Coordenador da Campanha é responsável por todos os seus aspectos. A pessoa escolhida para esta função deve ter uma compreensão básica de estratégia eleitoral, deve saber delegar e tem que ser capaz de trabalhar em harmonia com o Candidato. Opera em conjunto com o Candidato e toda a equipe para desenvolver a estratégia da campanha e coordenar todos os aspectos da organização, desde a arrecadação de recursos até o contato com os eleitores

Coordenador da Militância

Acima de tudo, o escolhido para ser o Coordenador da Militância deve saber lidar com pessoas. Essa função é estressante e requer diplomacia e paciência. Ele é responsável pelo recrutamento, agendamento e organização da militância. Já que os voluntários não são remunerados e, com freqüência, não têm grandes capacitações, o coordenador precisa saber como superar conflitos de personalidades e como ensinar novas habilidades aos voluntários. Tem que saber delegar, especialmente em distritos eleitorais maiores.

Diretor de Arrecadação

O Diretor de Arrecadação é responsável pela coordenação de todos os instrumentos disponíveis para o atingimento dos objetivos de arrecadação, dentro do cronograma estabelecido. Ele dirige todos os programas e eventos destinados a obter recursos. Em pequenas campanhas que não podem contratar um contador ou um advogado, o Diretor de Arrecadação precisa ter conhecimentos da legislação pertinente à arrecadação de contribuições.

Diretor Financeiro

O Diretor Financeiro desempenha papel inteiramente diverso do diretor de arrecadação. Juntamente com o Comitê Financeiro, ele é responsável por trazer os grandes contribuintes. Geralmente, o diretor financeiro é ele próprio um contribuinte importante e se compromete a levantar uma quantia significativa entre outros contribuintes. Embora possa estar envolvido no planejamento do programa de arrecadação, ele não dirige a organização do levantamento de recursos; esta tarefa é do Diretor de Arrecadação, que cuida dos detalhes cotidianos do programa de arrecadação.


Como manter a organização da campanha

4 Abril , 2008

A boa organização não é apenas desejável para uma campanha política; ela é essencial. Não importa seu tamanho, tempo e dinheiro são limitados e, sem uma perfeita organização, a equipe e a militância se esgotarão, questões cruciais serão ignoradas e o ímpeto se reduzirá.

As pequenas campanhas, em particular, têm dificuldade em se manter organizadas, pois são elas que mais dependem do trabalho voluntário. Aqui estão algumas estratégias para manter sua campanha organizada e nos trilhos.
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